sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mélodie



Eu sigo não como sempre, no meu mundo de cores.

[...] Ele sabe tocar a melodia certa do meu coração, sabe dançar no tom, cantar no ritmo certo dos seus - dos meus - próprios pés. Eu nem sei se me preocupo mais. Se a vida é bela meu bem? Não sei não, eu nem sei não, ou talvez saiba e não queira dizer... Porque pra mim o que importa não são essas caixinhas sensíveis onde se colocam conceitos e definições, o que eu amo as palavras não definem, não definirão. Pois é, pois é, é o que acontece quando você passa e toma os meus sentidos e perdidos de mim, meu bem, meu bem...

Um sax, um violoncelo e um violão, pra fazer verdade tanto amor, e assim talvez eu não queira mais tanta coisa. Poucas coisas, alguns alguéns, e misteriosamente um grande sentido se faz presente em mim, pra levantar da cama amanhã e depois ficar em qualquer lugar lhe admirando o brilho dos olhos.

Deus meu, Deus meu, será que é loucura exagerar em amor, não pregar os olhos na madrugada, ouvir um coração agitado saltar, um vento gélido soprando no bandulho, cantar pra longe de mim e ele escutar, saber que existe alguém que meche com certos compassos de amor que eu desconhecia?

Que eu tenha certeza quando a chuva cair pra irrigar minhas antigas canções...

Ah, o amor! Numa música de jazz...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Certaines choses


Brent Heighton, Romantic Stroll





Saia com seu sorriso da minha frente que eu quero passar. Hoje eu sou espinho. E espinho não machuca flor.

Clarice Lispector


Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor. Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo. É um universo barato.

Álvaro de Campos


Há certas coisas que não haveria mesmo ocasião de as colocarmos sensatamente numa conversa - e que só num poema estão no seu lugar. Deve ser por esse motivo que alguns de nós começamos, um dia, a fazer versos. Um modo muito curioso de falar sozinho, como se vê, mas o único modo de certas coisas caírem no ouvido certo.

Mário Quintana






[...]

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Viva la vida!




Algumas pessoas são suficientemente capazes de nos deixar sem palavras quando vão embora. Esses quilômetros que criam fronteiras invisíveis e novos nomes de cidades mudam a forma como lidamos com aquele sentimento que nos aperta o peito; percebemos o quanto não estamos preparados para nos separar, mesmo que um pouco, das pessoas que amamos.

Bem disse Mário Quintana que a amizade é um amor que nunca morre... Como eu acredito piamente em cada uma destas palavras...

Tenho aprendido que a distância um pouco maior não é o fim, é apenas um novo começo. E toda história precisa de novos começos.

O filme que carrego comigo ainda não encontrou desfecho, na verdade ainda precisa de alguns anos de cenas, será que você ainda pode protagonizá-lo comigo?

Lembrando de tudo o que passamos juntas, das conversas no telefone, das risadas, dos choros, das longas exposições de opiniões, das críticas á sociedade, das noites em claro, dos mistos-quentes, dos comentários sobre roupas e sapatos, das dificuldades, dos sonhos, das mudanças, dos inúmeros cremes para cabelo, dos cheiros, das saídas, dos medos e principalmente do nosso Deus...

Eu dedico este texto a você, Suellen Rosa, porque eu a amo muito.