segunda-feira, 23 de novembro de 2009

eu te amo

Cantei em três acordes o que meu coração queria declarar.

Não fingi, eu vi as flores refletidas no céu e vi sorrisos estampados nos rostos daqueles que quero conhecer a alma. Eles viram que nos meus olhos uma luz brilhava, não eram apenas as lágrimas, tinha algo mais...Era algo mais. Quando, no olho a olho, existe um decifrar de sentimentos, a verdade toma conta das palavras e a sensatez das atitudes.

Eles viram como me interesso por tão doces palavras, elas penetram como música em minhas células e me animam como a união de letras em frases, elas incrustam em mim certezas e mostram-me, com ternura, o quanto eu estive equivocada a respeito de tudo. É mais simples que tudo o que pensei. Então me vejo novamente sentada ali, apoiando as costas na parede, sentindo a temperatura fresca do chão, com as pernas cruzadas; vejo gotas que progressivamente inundam meu rosto e eu por fim digo: EU DE NADA SEI.

De repente, minhas cordas vocais esquentam e minha boca treme. E eu canto, canto, canto.

Um toque de alegria me faz enxergar além do meu mundo e um abraço confortável e terno me faz acreditar no mais lindo sentimento. Realmente não existem maiores apaixonados; tão autênticos, alegres e companheiros. Palavras vãs não são tão importantes e opiniões alheias se tornam meras ocupações avulsas.

Realmente meu maior prazer. OBRIGADA.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

epístola

Na abóbada daquela imensidão azul marinho eu estive a procurar estrelas, tentando entender porque elas acalentam o meu coração e não conseguem, por completo, convencer a minha mente.

Elas não responderam. Continuaram misteriosas.

Será que aquele ponto brilhante que vejo no céu ainda existe ou é uma ilusão que demorou anos-luz para chegar ao planeta em que resido?

Talvez eu nem queira saber a resposta. Talvez seja melhor apenas tentar contá-las, admirá-las e por fim adormecer de baixo de tão linda obra de arte.

Real ou ilusão...cabe a mim decidir em que crer.

Sei apenas que perdemos tempo demais tentando entender tudo o que nos cerca, ou que está dentro de nós e, na verdade, o que torna sublime e admiravelmente belo tudo isto é o mistério no qual estão inclusos.

Um vício ocioso tem nos feito questionar e questionar e assim paramos de admirar. O entendimento não vem pelo conhecimento, vem pela fé.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

TIME

Estou sentada na frente do computador tentando organizar as palavras e as ideias para dizer o quanto me fez bem me desligar um pouco de tudo isso.

O Sol já está se despedindo aqui, apesar do horário de verão; as nuvens se entreleçam nos seus raios e criam uma mistura luminosa, cheia de tons que nenhum pintor consegue pintar e que nenhuma câmera consegue demostrar com perfeição... Meus olhos possuem - e não tenho dúvidas disso, o poder de ver quão lindas são as obras que me cercam.

Eu tirei um tempo para ouvir, aprender e admirar. Agora, meu coração está mais cheio de paz, de sonhos, de amor, de decisões, de escolhas, de lágrimas...
...me apaixonei mais uma vez.